Déficit de atenção ou mera distração?

24/01/2019

É comum confundir hiperatividade com agitação e distração com déficit de atenção. O diagnóstico preciso de TDAH, contudo, só pode ser dado a partir dos seis ou sete anos de idade e exige avaliação de profissionais como neurologistas, psiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos e psicopedagogos. O tratamento, nestes casos, envolve terapias cognitivo-comportamentais, intervenções familiares, na escola, e, às vezes, medicação.

 

Mas você pode e deve ficar atento aos seus filhos para observar como eles se comportam e se apresentam os sintomas da doença, e comece sabendo mais sobre ela. Saiba que existe um limite entre a pura e simples distração e o déficit de atenção. E muito se engana quem pensa que o problema tem que estar sempre associado à hiperatividade. Aliás, o quadro pode ser dividido em três tipos: predominantemente desatento, o predominantemente hiperativo-impulsivo e o combinado (que mistura os dois outros).

 

 

Crianças com diagnóstico de TDAH têm dificuldade de aprender coisas, mas não por problema cognitivo, e sim por dificuldade de concentração. O TDAH se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade e ocorre em 3% e 5% das crianças. Para saber quando se deve procurar ajuda profissional, observe algumas situações como:

 

  • A criança importuna outros colegas na escola com frequência;

  • A criança tem dificuldade para se relacionar;

  • A criança acaba uma atividade e já começa outra;

  • A falta de atenção da criança é constante e atrapalhas as tarefas do dia a dia.

 

Normalmente o déficit de atenção surge na infância, e dois terços delas costumam levar o problema para a idade adulta. Portanto, quanto mais cedo você descobrir o problema, melhor!

 

 

Mas o que causa esta desatenção? Numa pessoa normal, a distração pode ser causada por diversos tipos de fatores, como fome, problemas de difícil resolução e até mesmo um sapato apertado. Ter muitas coisas em mente também acaba tirando o foco.

 

Já no caso de uma pessoa diagnosticada com déficit de atenção, nem sempre a distração terá uma razão. Aliás, o que a motiva é uma questão neurológica: há uma desregulação na operação das regiões pré-frontal, fronto-estriatal, límbica e cerebelar, que são as áreas cerebrais responsáveis pela atenção e pelos impulsos, como nos ensina a especialista. Por isso, elas só respondem a tarefas com alto grau de motivação que ativam as áreas de prazer do cérebro.

 

 

Ainda está com dificuldade para entender e lidar com o TDAH? Então confira algumas dicas e conceitos importantes:

 

O que é o déficit de atenção?

 

O transtorno de déficit de atenção (TDAH) é um transtorno de base orgânica e se caracteriza por comportamentos notáveis a partir da infância, a saber: distração, hiperatividade, desorganização e esquecimento. Ocorre mais na população masculina. Ele pode ser dividido em três graus:

 

Leve: nesse caso, os sintomas são bem amenos, embora suficientes para serem diagnosticados. A vida da pessoa não sofre tantos reveses, mesmo que alguns aspectos fiquem levemente prejudicados: acadêmico, profissional ou funcionamento social;

 

Moderada: o déficit de atenção moderado é aquele em que o paciente pode manifestar os sintomas variantes entre o leve e o grave;

 

Grave: aqui, o indivíduo apresenta muitos sintomas necessários para o diagnóstico da síndrome. O impacto do TDAH em sua vida pode ser notado em situações prejudiciais à vida da pessoa.

 

Confira algumas dicas de como proceder tendo um filho com TDAH:

 

  • Reforçar o que há de melhor na criança;

  • Não estabelecer comparações entre os filhos;

  • Procurar conversar sempre com a criança sobre como está se sentindo;

  • Aprender a controlar a própria impaciência;

  • Estabelecer regras e limites dentro de casa;

  • Não esperar “perfeição”;

  • Não cobrar resultados – cobrar empenho;

  • Elogiar! Estímulo nunca é demais;

  • Usar o português claro e direto;

  • Não exigir mais do que a criança pode dar;

  • Não sobrecarregar a criança com excesso de atividades extracurriculares;

  • Ter sempre um tempo disponível para interagir com a criança;

  • Programar atividades diferentes e criativas.

 

Auxílio profissional

 

Lembre-se: A qualquer sinal de déficit de atenção a melhor solução é procurar ajuda médica, combinado?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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