Outubro Rosa: conscientização deve começar cedo!

05/10/2018

Estamos no Outubro Rosa, momento de refletir sobre as medidas preventivas que evitam o aumento da incidência de câncer de mama e cólon nas mulheres. O alerta serve para você, mãe, tia ou avó, mas é importante prestar atenção e orientar as meninas também. É certo que a incidência de câncer de mama se relaciona diretamente com a idade, sendo o pico por volta dos anos 80 e o risco maior após os 50, mas mulheres com menos de 40 também podem ser acometidas pela doença.

 

 

 

Os casos registrados em idade mais precoce giram em torno dos 20 anos e o principal fator de risco, nestes casos, é a presença de mutação genética. A orientação dos especialistas para estas pacientes é iniciar o autoexame associado a exame médico aos 20 anos. 

 

Mas há outro fator relacionado a câncer nesta faixa etária e, neste caso, é preciso estar atento antes dos 20: o tratamento com radioterapia na região do tórax (normalmente para tratar um linfoma nesta região) durante a infância e adolescência.

 

A radioterapia torácica afeta a mama em sua fase de desenvolvimento e predispõe o surgimento de câncer de mama geralmente 10 anos após a realização deste tratamento.

 

Os linfomas – tumores com rápida velocidade de multiplicação e sensíveis à quimioterapia – são muito comuns entre crianças e jovens na faixa dos 15 aos 29. Nesta faixa etária, o tratamento de câncer é muito específico.

 

Aliás, o tratamento oncológico caminha cada vez mais para a organização de uma nova área: o câncer em Adolescente e Adulto Jovem, já conhecido de especialistas como AYA, do inglês Adolescent and Young Adult. Trata-se de um novo segmento para atender pacientes com faixa etária de doze a 30 anos. Atualmente a oncologia pediátrica cuida de crianças e adolescentes com até 18 anos.

 

Meninas que não foram expostas a este tipo de tratamento radioterápico podem ficar mais tranquilas, mas é fundamental prestar atenção aos seguintes casos também: história familiar de câncer de mama e ovário em parentes de primeiro grau, história de câncer de mama bilateral e história de câncer de mama em homens na família.

 

 

 

Diagnóstico

 

O diagnóstico de câncer de mama em mulheres mais jovens é bastante difícil, sendo um grande desafio para o médico, principalmente porque essa é a fase na qual a maioria das mulheres está muito envolvida com os estudos e a carreira. Nesta faixa etária a mamografia apresenta limitações, pois a maioria das pacientes tem mamas densas, o que dificulta a avaliação destas e identificação de eventuais tumores, podendo ser necessária a complementação com outros exames como ultrassonografia ou ressonância magnética.

 

A maioria dos casos se manifesta como a presença de nódulos palpáveis ou por alterações da pele (edema ou retrações), o que se correlaciona com tumores em fases mais avançadas. Tumores em mulheres jovens, em geral, são biologicamente mais agressivos, estando associados com menor chance de cura, portanto, mantenha os exames de rotina da sua filha em dia!

 

 

Para conhecimento

 

Cerca de 70 mil jovens com idades entre de 15 a 39 anos são diagnosticados com câncer todos os anos nos Estados Unidos, correspondendo a aproximadamente 5% dos diagnósticos, de acordo com o National Cancer Institute (NIH). O número é quase seis vezes maior que os diagnosticados em crianças de até 14 anos. Leucemia, linfoma, câncer testicular e câncer de tireóide são os cânceres mais comuns entre os jovens de 15 a 24 anos. 

 

No Brasil, segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), para cada ano do biênio 2018-2019, ocorrerão 12,5 mil casos novos de câncer em crianças e adolescentes (até os 19 anos), sem considerar o câncer de pele não melanoma.

 

Por esses e outros motivos, fique de olho, faça o autoexame e estimule as crianças e adolescentes a fazerem o mesmo!

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