Crescer dói, sabia?

03/07/2019

Quando somos crianças, ficamos ansiosos para crescer. Pensamos em tudo que será possível fazer com mais idade. Mas dificilmente as crianças reclamam da dor de crescer.  É isso mesmo, crescer dói, e não falamos metaforicamente, mas sim literalmente!  

 

A sensação dolorosa que ocorre nessa fase crucial de desenvolvimento físico das crianças, especialmente entre os 3 e 10 anos, é recorrente e sem causa específica. Estatísticas apontam que 10% a 20% da população infantil enfrenta o problema ao menos uma vez na vida. 

 

 

As explicações para o fenômeno são muitas, mas nenhuma com confirmação científica. A mais aceita é a de que os ossos sobrecarregam músculos e tendões por crescerem mais rápido que eles. Há também pesquisas que apontam relação com fadiga muscular provocada por excesso de atividade física e brincadeiras.

 

Uma outra hipótese é que o sintoma seja hereditário, já que pais costumam relatar dores similares às dos filhos durante a infância. Diante de tamanho desencontro de teorias, saiba como prevenir ou amenizar as dores dos seus filhos:

 

Sintomas

 

A dores aparecem especialmente no final da tarde ou começo da noite. Mais raramente, elas surgem durante o sono, quando a musculatura relaxa e esfria após um dia de atividades. As dores ocorrem principalmente nos membros inferiores, como panturrilha, atrás dos joelhos e coxas. Fique atento se junto com a dor vierem: inchaço, vermelhidão, calor, piora da dor com o toque no local e febre.

 

Como aliviar a dor

 

A dor costuma regredir espontaneamente, na maioria dos casos. Acolher a criança, conversando com ela e tranquilizando-a, resolve o problema em 80% das situações. Realizar uma massagem leve e aplicar uma bolsa de água morna na região dolorida também pode ajudar. Em alguns casos, exercícios de alongamento e atividades na água ajudam a relaxar a musculatura e fornecem baixo impacto. Em situações raras, analgésicos podem ser utilizados, sob prescrição médica, sempre! 

 

 

Diagnóstico

 

É importante buscar aconselhamento médico. Um especialista pode avaliar se os sintomas são de dores do crescimento ou se há alguma doença com sintoma semelhante. Se houver outros sintomas além das dores, como manchas e aumento de temperatura constante, há maior chance de doenças.

 

Entre elas estão fibromialgia e síndrome da hipermobilidade articular. Na presença de febre, inchaço, vermelhidão, perda do apetite, apatia, cansaço, dificuldades de locomoção é preciso procurar um pediatra ou ortopedista para investigar possíveis causas ortopédicas, inflamatórias ou mesmo presença de um tumor. 

 

Exames

 

Não existem exames específicos para estes casos, os exames laboratoriais e radiológicos são todos normais. O diagnóstico, portanto, é feito com base na apresentação clínica e na exclusão de outras patologias que podem dar dor nos membros das crianças.

 

Dor de crescimento existe sim e merece a sua atenção!

 

 

 

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