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Dieta vegana para crianças: pode?

12/10/2018

Muitas famílias estão aderindo a uma nutrição mais saudável e responsável. A dieta vegana, por exemplo, que exclui qualquer tipo de alimento de origem animal, está super na moda. Mas trata-se de uma opção bastante controversa, sobretudo para bebês e crianças pequenas.

 

 

Alguns especialistas dizem que esse tipo de dieta leva a criança a desenvolver deficiências nutricionais das quais sofrerá as consequências ao longo de toda a sua existência. Outros discordam, dizendo que é possível, sim, oferecer aos baixinhos um menu baseado somente em vegetais. Só que isso requer muito planejamento e o acompanhamento próximo não só de um pediatra, mas também de um nutricionista.

 

De acordo com a Sociedade Americana de Pediatria, essas dietas podem ser lacto-ovo-vegetarianas: sem carne, mas com ovos, leite e derivados; lacto-vegetarianas: sem carne e ovos, mas com leite e derivados; ou veganas mesmo: sem carne, leite e ovos. Em qualquer dos três casos, a recomendação é que a criança seja acompanhada por um médico especialista e, se necessário, consuma alimentos enriquecidos ou suplementos vitamínicos.

 

Já a Sociedade Brasileira de Pediatria faz ressalvas sobre esse tipo de dieta para crianças e gestantes, uma vez dietas muito restritivas apresentam risco de deficiência nutricional, o que pode comprometer o desenvolvimento.

 

Para isso não acontecer, é preciso que os pais estejam cientes da importância de identificar boas fontes de cálcio, ferro, zinco, ômega 3, vitamina B12 e vitamina D e, diante da impossibilidade de atingir as necessidades nutricionais relativas à idade da criança, a suplementação medicamentosa será necessária.

 

 

Segundo o nutrólogo Eric Slywitch, diretor do departamento de medicina e nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira, a única vitamina que não pode ser encontrada em alimentos que não são de origem animal é a B12. Ela é importante para a formação dos glóbulos vermelhos, da parte neurológica e do desenvolvimento cognitivo da criança. Por isso, é importante suprir essa necessidade com suplemento ou polivitamínicos.

 

O problema é que muitos pais que são adeptos a uma vida sem carne ou outros produtos de origem animal não buscam ajuda profissional e erram na hora de introduzir esse hábito alimentar na vida dos pequenos. Eles também pecam pelo excesso: abusar de itens com muitas fibras, a exemplo dos farelos de cereais, abre portas para outros prejuízos à saúde da meninada.

 

Neste caso, o que não pode faltar e deve ser substituído na dieta dos pequenos?

 

• FERRO

O ferro melhor absorvido é o tipo heme, proveniente das carnes. Ele também pode ser encontrado em vegetais verde-escuros e leguminosas, porém, sua absorção pelo organismo é menor. Consumi-lo com uma fonte de vitamina C aumenta esse aproveitamento.
 

• ZINCO

Como a carne contém zinco de boa absorção, há o temor de que, ao retirá-la da dieta, possa haver deficiência. Mas ele está bastante presente em grãos como o feijão.
 

• CÁLCIO

As principais fontes de cálcio são o leite e derivados. Também pode ser encontrado nas frutas, verduras e feijão, porém a capacidade de absorção dos alimentos não lácteos pode variar entre 5% (espinafre) e 50% (repolho e brócolis).

 

• PROTEÍNAS

Para quem não é vegano, boas fontes de proteínas são ovos, leite e derivados. Já quem não consome esses alimentos, pode substituir por tofu e iogurte de soja.

 

 

Check-up nas mamães

As mulheres que são vegetarianas ou veganas e que têm uma alimentação variada e balanceada dificilmente terão algum desequilíbrio nutricional. Mesmo assim, durante a gravidez e a lactação, é importante checar se está tudo em ordem e se é necessário suplementar.

 

 

Cuidados na gestação

1. Planeje alimentação para que não faltem nutrientes importantes.

2. Adeque as fontes de vitamina B12 e/ou faça suplementação.

3. A deficiência de vitamina D e ferro tem sido comum – verifique a necessidade de suplementação.

4. Inclua alimentos ricos em ácido linolênico, como linhaça, soja e canola, além de outros ricos em ômega 3, como peixes e verduras verde-escuras na alimentação ou faça suplementação.

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