Bullying não é brincadeira

23/08/2018

Pensar que o bullying é apenas uma brincadeira ou frescura de criança é coisa do passado. O problema é sério e pode gerar consequências graves para as crianças no período escolar ou na fase adulta.

 

   

Pesquisas mostram que o bullying é uma das principais causas de suicídio entre jovens em todo mundo, o que exige a atenção constante de pais e educadores. E os números não param de aumentar, principalmente com o crescimento das redes sociais. Em agosto de 2016, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontaram que o número de casos de bullying cresceu em comparação à pesquisa anterior, realizada em 2012. Cerca de 46,6% dos alunos entrevistados afirmaram ter sofrido algum tipo de constrangimento na rotina escolar.

 

Mas afinal, o que configura o bullying? Bullying é uma agressão verbal ou física que ocorre de forma repetida, de uma criança para a outra, ou de forma coletiva, de um grupo para uma criança. Recentemente, com o maior acesso à internet, as agressões também passaram a acontecer no ambiente virtual. O cyberbullying corresponde às práticas de agressão moral organizadas por grupos, contra uma determinada pessoa e alimentadas via internet. Essa violência virtual ocorre geralmente com as pessoas tímidas e indefesas, ou simplesmente com quem não caiu na simpatia dos tiranos.

 

 

Algumas práticas que devem ser observadas na internet:

  • Instruir as crianças a não aceitarem convites de estranhos nas redes sociais;

  • Comunicar imediatamente aos pais, caso seja vítima de agressão online e denunciá-lo ao site;

  • Evitar exposição de fotos e vídeos pessoais na rede, que possam vir a ser usados para montagens maldosas;

  • Instalar programas que controlem o acesso a determinados sites;

  • Monitorar os sites acessados por meio do histórico do navegador;

  • Dizer que ao se postar comentários ou e-mails agressivos na rede, o responsável poderá ser responsabilizado judicialmente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em geral, a criança que sofre bullying ou cyberbullying tem baixa autoestima e, muitas vezes, não consegue pedir ajuda. É até pela dificuldade em reagir que ela acaba sendo escolhida pelo agressor como alvo. É fundamental, portanto, que professores e familiares fiquem atentos aos possíveis sinais de que a criança esteja sendo agredida: ela pode se tornar apática, perder a vontade de ir para a escola, apresentar sintomas de depressão e começar a ter baixo desempenho na escola, por exemplo. Quando os adultos que convivem com ela começarem a identificar esses primeiros sinais, devem agir para enfrentar o problema.

 

Principais consequências do bullying:

  • Timidez excessiva;

  • Baixa autoestima;

  • Dificuldade de relacionamento;

  • Agressividade;

  • Baixo rendimento escolar;

  • Fobias;

  • Compulsões;

  • Depressão;

  • Pensamentos suicidas.

 

Para combater o bullying é importante estimular e desenvolver a autoestima das crianças. É necessário também incentivar que os pequenos saibam lidar com as diferenças e aprendam a reconhecer os próprios talentos e habilidades, assim como os pontos positivos dos colegas.

 

Como os pais devem lidar com o bullying:

  • Incentivar os filhos a lidar com as diferenças;

  • Conversar, questionar e trabalhar os preconceitos em casa;

  • Reconhecer e valorizar os acertos dos filhos;

  • Ser um exemplo saudável e respeitoso dentro do ambiente familiar.

 

A escola também precisa estar muito atenta a estes casos e deve ter um bom canal de comunicação com os pais. Quando a família identificar um possível caso de bullying, o primeiro passo dos pais deve ser conversar com a escola para que se dê o encaminhamento devido à questão.

 

Em novembro deste ano o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) completará três anos. Instituído pelo governo federal em novembro de 2015, com a assinatura da Lei Federal nº 13.185, ele estabelece algumas medidas para tentar acabar com a prática do bullying nas escolas.

 

Acabar com o bullying, portanto, depende de um esforço conjunto que envolve os pais, a escola e o Poder Público. Nós estamos fazendo a nossa parte, e você?

 

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