Pais devem investir na prevenção contra ‘jogos suicidas’ na Internet.

20/03/2019

Vira e mexe surge um jogo criminoso na internet que prejudica ou até causa o suicídio de crianças mundo afora. Em 2017 foi o Baleia Azul, corrente digital que foi associada a uma série de suicídios de jovens e assustou pais do mundo inteiro. O ‘jogo suicida’ da vez está ligado à boneca Momo, uma escultura japonesa que está sendo utilizada para produção de vídeo infantil que incita o suicídio de crianças. O jogo começou assim: pessoas desconhecidas se passavam por Momo e entravam em contato com crianças pelo WhatsApp, desafiando-as.

 

 

O assunto ganhou repercussão em 2018, mas há uma semana ressurgiu e com ele a preocupação dos pais. Relatos recentes apontam que agora a Momo estaria aparecendo no meio de vídeos no YouTube Kids.

 

Nesta segunda-feira (18/3), o Ministério Público notificou Google e WhatsApp para que removam conteúdos que exibam imagens da boneca.

 

O YouTube Brasil disse não ter encontrado nenhum vídeo que promova um ‘desafio Momo' no YouTube Kids e pediu que os usuários denunciem qualquer conteúdo nocivo ou perigoso que apareça no site.

 

Denuncie

 

Neste caso, basta fazer uma print da tela e mandar o link para a plataforma (YouTube ou WhatsApp). Após esse registro, deve ser lavrado um boletim de ocorrência em qualquer delegacia. Com essas informações em mãos, a Polícia Civil pode buscar a origem do contato.

 

É importante salientar, contudo, que a principal recomendação é a atenção e cuidado dos pais na prevenção. E não adianta tentar privar a criança ou adolescente de qualquer acesso à internet, mas é preciso monitoramento, uso compartilhado e vigilância de acordo com a idade e capacidade de discernimento da criança ou adolescente.

 

Consequências

 

As consequências psíquicas para as crianças que assistirem ao vídeo infantil em que a boneca Momo aparece podem ser semelhantes a um Estresse Pós-Traumático, ou seja, podem ocorrer insônia, enurese noturna, fobias generalizadas, medo de ir para a escola, de ficar sozinha, parar de brincar, regressões como voltar a chupar dedo, a pedir muito colo, ou reações depressivas, de agressividade, irritabilidade.

 

Por isso, converse com o seu filho para descobrir o que ele sabe sobre o assunto, fingir que o perigo não existe é o pior posicionamento.

 

Dicas para proteger as crianças:

 

 

  • Nunca usar a conta dos pais para visualizar vídeos infantis no YouTube tradicional. A plataforma está programada para publicidade relevante para o perfil do usuário. Uma criança que usa a conta dos pais está sujeita a uma publicidade para adultos, e isso será mais nocivo do que qualquer outro conteúdo.

  • Crie a própria playlist de vídeos. Ao passar rapidamente a barra de rolagem é possível pré-visualizar todo o vídeo para saber se não tem nada de anormal nele.

  • Crie filtro de conteúdo.

  • Desative a reprodução automática de vídeos.

  • Procure acessar canais oficiais das produtoras de conteúdo. Qualquer canal com poucos inscritos, baixa visualização, indica que não foi verificado pela plataforma.

  • Instrua a criança a nunca compartilhar informações pessoais, como números de telefone, endereços.

 

Fique sempre ligado, a Internet é uma fonte inesgotável de conteúdos interessantes, entretenimento e aprendizado, mas há também quem a utilize de modo maldoso e inconsequente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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