Ensine e pratique empatia com os filhos

11/04/2019

Estamos vivendo um momento em que a polarização, as notícias negativas e o discurso agressivo estão tomando conta do noticiário e das redes sociais. O que aconteceu com a empatia e a gentileza? Essa pergunta tem sido feita por muitos pais que buscam criar seus filhos para que sejam carinhosos e amorosos diante do ódio e do amargor cada vez mais comum no nosso cotidiano.

 

  

Vamos entender a empatia, antes de qualquer coisa:

 

"Empatia é conectar-se com outra pessoa.

Captar o que ela sente.

Colocar-se em seu lugar.

E fazer o que for possível para ajudá-la." 

 

Esses são alguns dos princípios da empatia.

 

 

E por que nossos filhos precisam dela para serem mais carinhosos e amorosos, afinal? De acordo com Michelle Borba, pedagoga, especialista em parenting e autora premiada, com 22 livros publicados sobre temas que vão de bullying a autoestima, crianças ensinadas a terem empatia desenvolvem uma identidade moral, são gentis, pensam mais no coletivo e têm grandes chances de se tornarem agentes de mudança no futuro.

 

Michelle conta que as estatísticas sobre a juventude de hoje, vivendo em sociedades mais industrializadas, são perturbadoras. Atualmente, parece que as crianças têm uma identidade moral mais fraca e são menos propensas a considerarem as preocupações dos outros. Ao mesmo tempo, a saúde mental delas está despencando – e fica mais difícil sentir alguma coisa pelos outros quando se está no ‘modo sobrevivência’.

 

Para mudar essa realidade é preciso ensinar empatia desde cedo da mesma forma que se ensina a ler, a falar e a andar de bicicleta: com paciência, treino e exemplo.

 

Uma das maneiras de fomentar essa 'alfabetização emocional' é priorizar as conversas cara-a-cara, numa época em que as comunicações acontecem cada vez mais pelo celular. Outro aspecto chave é ensinar os filhos a identificar suas próprias emoções desde cedo. As crianças precisam aprender a processar seus próprios sentimentos antes de identificar e demonstrar empatia pelos sentimentos dos outros.

 

Assistir TV ou ler livros juntos é outra oportunidade para cultivar a empatia, segundo Madeleine Sherak, autora de Superheroes Club (Clube dos Super-Heróis, em tradução livre), um livro sobre a importância da gentileza.

 

Ela sugere que se converse sobre personagens gentis e empáticos. Igualmente, fale sobre personagens maldosos. Para ela, a empatia está no cerne do que significa ser humano. É uma base para agir eticamente, para boas relações de muitos tipos, para amar e para o sucesso profissional. E é fundamental para evitar bullying e muitas outras formas de crueldade.

 

 

Sendo assim, confira 5 passos retirados de um estudo da Harvard University para estimular a empatia nas crianças e fazer um mundo melhor:

 

1. Empatize com seus filhos

 

As crianças aprendem empatia tanto por nos observar, quanto por experimentar nossa empatia por eles. Também aprendem empatia assistindo como agimos com o próximo, portanto demonstre empatia pelos outros.

 

2. Mostre que se importa com ética e bons princípios

 

Se as crianças devem valorizar as perspectivas dos outros e demonstrar compaixão, é muito importante que elas ouçam isso de seus pais.

 

3. Forneça oportunidades para as crianças praticarem a empatia

 

As crianças nascem com a capacidade de empatia, mas precisam ser nutridas ao longo de suas vidas. Aprender empatia é, em certos aspectos, como aprender uma língua ou um esporte. Requer prática e orientação.

 

4. Expanda o círculo de preocupação de seus filhos

 

Não é difícil ter empatia com familiares e amigos próximos. É da natureza humana ter empatia por pessoas que são como nós. Mas o grande desafio é ter empatia fora desse círculo. É fundamental orientar as crianças para que acolham os que são diferentes delas e que podem estar enfrentando desafios distintos.

 

5. Ensine a lidar com os sentimentos

 

Quando as crianças não expressam empatia não significa que não a têm. Elas podem estar sendo bloqueadas por algum sentimento. A capacidade de cuidar dos outros pode estar oprimida, por exemplo, pela raiva, vergonha, inveja ou outros sentimentos negativos. Ajudar as crianças a gerenciar esses sentimentos negativos pode “liberar” a empatia.

 

 

 

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