Ansiedade ou transtorno? Eis a questão!

17/08/2018

Ansiedade na infância ou adolescência é normal? Depende! Vamos entender primeiro o que é ansiedade. Estar ansioso significa sentir-se preocupado, nervoso ou temeroso. Quando nos sentimos ameaçados ou em perigo real, a ansiedade age como um sistema de alarme para evitar o dano, o que pode ser útil.

 

Com as crianças acontece o mesmo: elas têm medo ou ansiedade com frequência. Contudo, a maioria dos medos e ansiedades infantis são normais, decorrentes do processo de aprendizagem. A ansiedade passa a ser um problema quando se torna disfuncional e impede a criança de realizar tarefas simples. Nesses casos, pode-se falar em transtornos de ansiedade.

 

 

 

A ansiedade é uma das patologias psiquiátricas mais comuns nas crianças, atrás apenas dos Transtornos de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e de conduta. Cerca de 10% dos pequenos sofre de algum transtorno ansioso e cinco em cada 10 passarão por algum episódio depressivo por causa dela. É necessário estar atento, também, à ansiedade que não chega a ser um transtorno, mas que traz sofrimentos e prejuízos cotidianos, como diminuição da autoestima.

 

Como saber se meu filho é ansioso?

 

Antes de julgar que a ansiedade está se tornando um problema, é importante ficar atento aos sinais e levar em conta a idade e a fase pela qual a criança está passando. Crianças tímidas, que sentem muito medo, fazem muita birra, regridem a fases anteriores – começam a fazer xixi na roupa, por exemplo – ou roem as unhas possivelmente são crianças ansiosas.

 

Mas atenção: não rotule seu filho de portador de algum transtorno! O diagnóstico só pode ser emitido depois de verificada a recorrência de episódios de ansiedade dentro de um determinado período. Neste caso, convém procurar um profissional, pois talvez seja necessário intervir com medicação.

 

Os 5 tipos de transtornos de ansiedade

 

1) Transtorno de Ansiedade de Separação – crianças com esse transtorno podem:

  • Recusar-se a ir à escola ou a comer;

  • Chamar muitas vezes os pais para irem para casa – muitas passam a urinar ou evacuar nas roupas;

  • Fazer birras constantemente;

  • Negar-se a ir para a cama à noite;

  • Imaginar que algo ruim poderá acontecer com os pais;

  • Queixar-se de sintomas físicos antes, durante e após a separação.

2) Transtorno de Ansiedade Social ou Fobia Social – crianças com esse transtorno costumam evitar situações como:

  • Conversar com colegas ou adultos;

  • Ir a eventos sociais;

  • Falar ao telefone;

  • Fazer apresentações em público;

  • Frequentar a escola ou comer em público.

3) Fobias específicas – crianças com fobias específicas têm medo excessivo de certas situações ou objetos:

  • Pontes, transportes como avião;

  • Ambientes: lugares escuros, tempestades, alturas, água;

  • Animais: cães, aranhas, cobras, insetos (besouros, abelhas);

  • Fobias ligadas à saúde: injeções, agulhas, hospitais, asfixia.

4) Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) – elas tendem a se preocupar com muitas coisas, como:

  • Desempenho escolar;

  • Fazer as coisas com perfeição;

  • Opinião das pessoas a respeito delas;

  • Catástrofes mundiais;

  • Doenças (contrair AIDS, gripe suína; padecer de câncer);

  • Segurança e bem-estar dos entes queridos;

  • Finanças da família.

5) Transtorno do pânico – crianças com transtorno do pânico têm ataques de pânico inesperados com sintomas físicos, como:

  • Tontura;

  • Coração disparado;

  • Tremores;

  • Náusea ou dor de estômago;

  • Sudorese ou falta de ar.

 

 

Tem tratamento?

 

A Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) costuma ser a primeira escolha para os psiquiatras infantis. Quando esse tratamento não tem sucesso, a combinação de medicação e terapia costuma ser eficaz. São indicados antidepressivos inibidores da captação da serotonina.

 

6 dicas úteis para os pais:

  1. Observe se o seu comportamento está gerando a ansiedade em seu filho. Pais ansiosos, filhos ansiosos.

  2. Há diversos livros e jogos educativos que auxiliam as crianças a nomear os sentimentos.

  3. Reconheça e elogie pequenas realizações. 

  4. Mantenha uma rotina em casa, mas seja flexível

  5. Observe o temperamento de seu filho e a forma como ele reage em cada situação. 

  6. Ajude seu filho a enfrentar as situações que geram ansiedade.

 

Tida como um dos males do século, a ansiedade precisa de atenção e desde a infância. Fique de olho ;).

 

 

 

 

 

 

 

 

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