NOSSA LINDA E BELA ITAPEMA!

Nossa Senhora das Graças do Rio São Francisco, Senhor Bom Jesus do Parati, Nossa Senhora da Penha, Colônia do Santíssimo Sacramento do Itajaí, Senhor Bom Jesus dos Aflitos de Porto Belo (aí está Itapema, nascida Tapera), Ganchos, São Sebastião do Tijucas, São Miguel do Biguaçu, Ilha de Santa Catarina, São José, Nossa Senhora do Nazaré da Palhoça e Santo Antônio dos Anjos da Laguna foram as povoações que deram início à colonização da Província de Santa Catarina em tempos de antanho.

 

Ganchos foi exceção dos santos e, mais tarde, receberia o pesado nome de Governador Celso Ramos.

             

São Francisco, Porto Belo, Florianópolis e Laguna foram os primeiros lugares a serem habitados pelos brancos europeus em costa da nossa Bela Catarina. Isso lá pelos idos de 1.700.

             

Século XIX –     Em 1.817, o então ministro português Thomaz de Villa Nova Portugal teve a ideia de fazer na Enseada das Garoupas (hoje Porto Belo) um porto de apoio para a esquadra portuguesa. Foi mandado construir uma ribeira de naus, com madeiras procedentes de Itajaí, Camboriú e Tijucas. Assim, em 18/03/1.818, deu-se início à fundação de uma colônia de pescadores, oriundos de Ericeira. Cento e uma pessoas de ambos os sexos, vindas pela Galera Conde de Periche, foram estabelecidas no lugar que se chamou Nova Ericeira, abrangendo toda a Costa da Enseada. E o povoado acabaria lugarejo.

             

O inesperado grito às margens do “córrego” Ipiranga (07/09/1.822), poria por terra o empreendimento dos colonizadores. Assim eles ficaram à mercê de si próprios, em terras impróprias à cultura, tanto mais que eram pescadores de profissão. Dadas às contingências, esses portugueses tiveram que optar, além da pesca pelo comércio e pela lavoura.  Em 1.824, a Colônia de Nova Ericeira foi elevada a freguesia. Em 1.832, o lugar Garoupas, onde se instalaram os pescadores oriundos de Ericeira, foi erigido em vila, com a denominação de Nossa Senhora dos Aflitos de Porto Belo.

             

Mais tarde, 1.895, os habitantes da parte norte da enseada de Porto Belo abandonaram o lugar, mudando-se para o extremo sul e interior da mesma enseada. E o lugarejo passou a responder pela denominação de Tapera. Mesmo assim, desenvolveu-se e, com o tempo, os moradores foram se espalhando, habitando regiões mais distantes.

             

Segundo dados colhidos junto aos mais antigos, era desse tempo que trabalhava como parteira de toda a região Maria Caetana de Jesus, esposa de Izidoro, daí o apelido carinhoso de Maria Izidoro. Faleceu em 1.971, com 112 anos de idade.

             

À época, Tapera era um dos povoados de Porto Belo que, juntamente com Perequê, Zimbros e Sertão do Perequê e mais a sede, formavam o município de Porto Belo. Tapera se restringia a um aglomerado de casas de pescadores e comerciantes, no canto norte da enseada, com algumas casas de comerciantes e lavradores no Sertãozinho, no Areal, Sertão do Perequê e raríssimos outros lavradores na Meia Praia, onde havia alguns engenhos de farinha. Viviam do comércio, da lavoura e da pesca, exclusivamente. Não há outras atividades, exceto a dos funcionários públicos, comerciantes e outras afins. Profissionais como médico, advogado, dentista, etc, nenhum. Nem padre.

             

Início do século, Tapera da pesca e agricultura é elevada a distrito do município de Porto Belo. Nos primeiros meses do ano de 1.915, seria empossado como Intendente o Sr. Francisco João Pio, que assumiria também o cargo de Escrivão de Paz e Tabelião do primeiro distrito de Porto Belo, agora com a denominação de Itapema. Como Juiz de Paz, seria nomeado o cidadão Antônio Jorge Cherem, que posteriormente trocaria de residência com Jorge Cherem, seu parente residente em Tijucas.

             

Houve unanimidade na aceitação do nome Itapema, sugerido muito provavelmente por Dimas Campos, segundo testemunho de diversas pessoas, dentre as quais, Maria Linhares de Souza (dona Lica), Hironido Conceição dos Santos. Florentino Baturité de Campos e Nair Campos Willerding.

 

Itapema (pássaros gaviões-tesoura), que em tupi-guarani, seria pedra chata.

 

Quando o Brasil comemorava ruidoso seu primeiro centenário de independência de Portugal, Itapema possuía população dispersa pelos lugares do Sertãozinho, São Paulo, Tabuleiro e Sertão, além do núcleo maior que era o canto da praia, totalmente dedicado à pesca e o restante, como sempre, à lavoura e comércio.

 

No Sertão do Trombudo foi instalada a primeira escola, atendida pelo professor José Ponciano, que vinha de Porto Belo, no lombo de um animal.

 

Outra escola foi instalada no Sertãozinho, onde muitos anos depois seria construído o primeiro trevo da BR 101. Mais tarde a escola seria transferida para o canto da praia, agora como escola pública, com João Elesbão como professor. Havia um hotel e um posto de correio. Houve época em que apenas duas pessoas votavam, assim mesmo escrevendo seu nome e voto em um livro e ambos funcionários do governo em Porto Belo.

             

Em meados de 1.928, oriunda de Camboriú, chegaria a Itapema a jovem Maria Linhares, destacada para exercer o magistério. Contando 15 anos de idade, Maria Linhares, a Lica, compartilharia da família de Dimas Prazeres Campos, como filha, só saindo para casar com Genésio Bittencourt de Souza, o Geninho. Em sua homenagem foi criada a Escola Maria Linhares de Souza.

             

No período da Segunda Guerra Mundial, Itapema viveu praticamente estagnada, com uma grande parte de suas terras tendo sido adquiridas pelo industrial alemão, radicado em Brusque, Edgar Von Buettner. Com sua morte, o elevado número de terras seria repartido entre as duas filhas, que iriam mantê-las praticamente intocáveis até o final da década de 1960.

             

Por essa época, o Sertão do Trombudo vivia seu apogeu, com a banana sendo a grande riqueza do lugar que abastecia caminhões e caminhões saindo para vender em outros municípios. Em 1.952, Itapema inaugurava seu estádio de futebol, vencendo o Tiradentes, de Tijucas, por 3x2. O presidente era Bento Alfredo Campos.

             

Em abril de 1.962, enquanto o Brasil no Chile levantava a taça Jules Rimet pela segunda vez, Itapema passava a município, sendo o Juiz de Paz Nelson Santos.

             

Em seu primeiro mandato de prefeito eleito (1.964-1.968), Olegário Bernardes (também atendia pelos apelidos de Sebastião. Tião e Bastião) construiria o Grupo Escolar que leva seu nome, traria luz elétrica e água encanada, tendo iniciado os primeiros calçamentos. Em janeiro de 1.969, o Escrivão de Paz Alfredo Luiz Vieira requeria sua aposentadoria, tendo a serventia entrado em concurso público, passando Higino Antônio Oltramari a exercer essa ocupação o que acontece até o presente momento, mais de 50 anos. 

 

Na década de 1970, seria construído o Plaza Hotel Itapema, com 5 estrelas, seria inaugurado o trecho da BR-101, cortando Itapema, ligando Curitiba a Florianópolis e, com o advento da rodovia teria início uma nova cidade, principalmente com o advento dos loteamentos que posteriormente seriam a base para os edifícios hoje existentes e mais tarde, no ano de 2.000, seria elevada a Comarca.

PREFEITOS E VICES

1962 a 1965 - Olegário Bernardes - não teve vice

 

1966 a 1969 - Nelson Santos - não teve vice

 

1970 a 1973 - Armelindo Brancelhe e Gregório da Silva Aragão

 

1974 a 1977 - Gregório da Silva Aragão

 

1978 a 1981 - Nelson Santos e Adriano Miguel de Souza

 

1982 a 1984 - Olegário Bernardes e José Higino Furtado

 

1985 a 1987 - José Higino Furtado - não teve vice

 

1988 a 1991 - Francisco Vitor Alves e José João Correia

 

1992 a 1996 - José Higino Furtado e Joarez Artur Bauer

 

1997 a 2000 - Magnus Guimarães e Darcy Steil da Silva

 

2001 a 2004 - Clóvis José da Rocha e Mauro Vieira

 

2005 a 07/2006 - Clóvis José da Rocha e Ricardo Alexandre Rosa

 

07/2006 a 2008 - Sabino Bussanello e Joselino Carlos Schmitt

 

2009 a 2012 - Sabino Bussanello e Maria Luci da Silva

 

2013 a 2016 - Rodrigo Costa (Bolinha) e Giliard Reis

 

2017 a 2020 - Nilza Simas e João Emmel

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